O método Birkenbihl explicado para brasileiros: como aprender alemão sem decorar (e por que funciona)

Aprender alemão pode parecer uma montanha difícil de escalar, especialmente para quem veio do português e se vê diante de palavras longas, estruturas diferentes e um ritmo completamente novo de fala. Mas existe um método muito conhecido na Alemanha que promete tirar esse peso das costas: o método Birkenbihl.

Criado pela pesquisadora alemã Vera F. Birkenbihl (1946–2011), uma das figuras mais importantes do aprendizado intuitivo de idiomas, essa abordagem parte de uma ideia simples e profundamente humana: o cérebro aprende melhor quando entende, não quando decora. Em suas palestras, Birkenbihl repetia um ponto essencial: “O cérebro não gosta de decorar. Ele gosta de compreender padrões”.

Em vez de listas de palavras, repetições mecânicas e tradução palavra por palavra, o método ensina o aluno a entrar no idioma naturalmente, quase da mesma forma que uma criança aprende a língua materna — mas com consciência adulta e estratégias inteligentes.

Neste post, você vai entender, passo a passo, como aplicar esse método vivendo na Alemanha, mesmo com pouco tempo, e por que ele funciona tão bem para brasileiros que querem ganhar confiança no alemão sem pressão, sem vergonha e sem aquela sensação de que “nunca vou falar direito”.

Quem foi Vera F. Birkenbihl e por que seu método ganhou fama na Alemanha

Vera F. Birkenbihl foi uma das pensadoras mais originais do século XX no campo do aprendizado “cerebro-compatível” (gehirn-gerecht). Filha de um psicólogo, cresceu cercada por livros, perguntas e experimentos mentais. Em entrevistas ela dizia: “Nunca gostei de decorar. Por isso, passei a vida procurando maneiras de aprender sem tortura”.

Não era professora tradicional, nem linguista acadêmica; era uma investigadora da mente humana. Viajava o mundo estudando psicologia, neurociência e comportamento, e transformava tudo em cursos simples e acessíveis. Por isso, fez tanto sucesso na televisão alemã, em seminários corporativos e em livros que venderam mais de 3 milhões de cópias.

Mas por que seu método ganhou tanta força?

Breve biografia de Birkenbihl

Nascida em Munique, em 1946, Birkenbihl estudou nos EUA, onde mergulhou nos estudos sobre aprendizagem natural e comportamento. Passou anos observando como crianças adquirem linguagem e como adultos perdem espontaneidade ao estudar. Em “Stroh im Kopf?”, seu livro mais famoso, ela questiona por que a escola insiste em métodos que o cérebro rejeita.

Como suas pesquisas em neurociência influenciaram o método

Birkenbihl acreditava que o cérebro funciona por padrões, não por memorização isolada. Ela se apoiava em pesquisas de aquisição de linguagem que mostravam que compreensão precede produção — “antes de falar, precisamos absorver”, dizia. Essa ideia é base de seus exercícios com audição repetida e com “decodificação”, que ela chamava de “tradução sem papel de tradução”.

O método ganhou fama por três motivos:

  1. É intuitivo — qualquer pessoa pode aplicar, mesmo sem professor.
  2. Tira a pressão — o aluno aprende no seu ritmo, sem vergonha de errar.
  3. Funciona para adultos ocupados — algo que Birkenbihl defendia fortemente, dizendo:
    “Não precisamos de mais esforço; precisamos de estratégias melhores.”

Hoje, muitos coaches linguísticos na Alemanha usam sua abordagem como base.

FAQ – Método Birkenbihl

O que é o método Birkenbihl?

O método Birkenbihl é uma abordagem natural para aprender alemão sem decorar. Ele usa três etapas: decodificação, audição repetida e ativação leve da fala. O foco é compreender o idioma por dentro antes de tentar falar.

Como a decodificação ajuda a aprender alemão mais rápido?

A decodificação mostra a lógica real do alemão frase por frase, sem tradução tradicional. Isso ajuda brasileiros a entender a estrutura, reduzir erros e ganhar segurança para falar sem travar.

Preciso saber gramática para usar o método Birkenbihl?

Não no início. A gramática só entra depois que você já entendeu padrões pela decodificação e pelo áudio. Assim, ela se torna mais clara e fácil de aplicar no dia a dia.

O princípio central: aprender como uma criança, mas com consciência adulta

Uma das frases mais citadas de Birkenbihl é:
“Aprender como uma criança, mas não ser infantil.”
Ela não defendia que adultos imitassem crianças, mas sim que aproveitassem o modo natural como o cérebro absorve um idioma: ouvindo, entendendo e repetindo só mais tarde, quando o cérebro já formou padrões internos.

A chave do método está em três pilares:

  1. Decodificação – compreender a estrutura real da frase alemã sem fazer “tradução escolar”.
  2. Input auditivo – ouvir repetidas vezes para que o cérebro reconheça padrões sonoros.
  3. Ativação – transformar conhecimento passivo em fala natural, sem decorar.

O conceito de “decodificação” como substituto da tradução

Birkenbihl dizia que a tradução tradicional “mata o processo” porque obriga o aluno a pensar em português antes de produzir alemão.
Na decodificação, você escreve a frase alemã em alemão, mas abaixo coloca um “espelho de sentido”, palavra por palavra, sem tentar deixar bonito. É como abrir a estrutura por dentro.

Exemplo clássico que ela dava em palestras:

Ich habe gestern einen Film gesehen.
eu | tenho | ontem | um filme | visto

Assim, o cérebro entende como o alemão pensa, sem tentar forçar para o português.

Exposição auditiva antes da produção oral

Birkenbihl defendia algo que hoje a neurociência comprova:
ouvir muito antes de falar reduz ansiedade, aumenta naturalidade e acelera fluência.
Ela dizia que adultos deveriam se permitir um período de “gestação linguística”, como acontece com bebês.

Como a abordagem reduz o medo de errar e melhora a fluência

Ao entender a frase antes de tentar falar, o cérebro não entra em pânico, porque já reconhece padrões.
Por isso tantos brasileiros travam: falam antes de ter “massa crítica” suficiente.
Birkenbihl afirmava: “Erro não é problema. É informação.”

E quando o aluno deixa de brigar com a gramática e passa a enxergar padrões, a fluência chega mais rápido.

A etapa da decodificação: traduzir sem traduzir (e por que isso funciona)

A decodificação é a marca registrada do método Birkenbihl. É o ponto em que muitos brasileiros dizem:
“Agora entendi alemão pela primeira vez.”
E faz sentido. A decodificação elimina a velha batalha de tentar traduzir tudo para o português, o que só atrasa e confunde. Em vez disso, você mostra ao cérebro como a frase alemã funciona por dentro, sem tentar “embelezar” o português.

Birkenbihl dizia:
“Não é para traduzir. É para decodificar.”
Ou seja: pegar a frase, quebrar em pedaços e espelhar o sentido bruto, palavra por palavra, mesmo que fique estranho.

Como montar uma frase decodificada em alemão

O processo é simples e poderoso:

  1. Escreva a frase alemã exatamente como ela é.
  2. Abaixo de cada palavra, coloque o sentido literal mais próximo — não o português “bonito”.
  3. Não tente formar uma frase perfeita. O objetivo é ver a ordem do alemão.

Exemplo clássico que a própria Birkenbihl usava:

Er wartet auf den Bus.
ele | espera | pelo | ônibus

Simples, direto e sem floreios.
O cérebro aprende: “esperar por algo = warten auf etwas”.

Outro exemplo muito útil no cotidiano da Alemanha:

Ich muss heute früh zur Arbeit.
eu | devo | hoje | cedo | para o trabalho

Perceba que você vê a estrutura sem tentar “consertar”.
Ao repetir isso com várias frases, o cérebro cria padrões automáticos.

A diferença entre tradução tradicional e decodificação

Tradução tradicional:
• tenta deixar bonito
• exige reorganizar tudo
• força a pensar em português

Decodificação:
• não exige beleza
• apenas revela estrutura
• treina a lógica alemã

Birkenbihl dizia:
“A tradução escolar causa dor; a decodificação causa insight.”

E o insight linguístico é o que ativa a compreensão profunda.

H3. Exemplos práticos com frases do cotidiano na Alemanha

Wo ist die Anmeldung?
onde | está | a inscrição (registro)

Ich habe einen Termin vereinbart.
eu | tenho | um compromisso (hora marcada) | combinado

Darf ich hier parken?
posso | eu | aqui | estacionar?

Essas pequenas frases ajudam o cérebro a absorver padrões como:
• verbos no final
• artigos mudando
• preposições que parecem estranhas no início

Depois de 20 ou 30 decodificações, a língua começa a “fazer sentido”, como Birkenbihl prometia.

O método Birkenbihl explicado para brasileiros - como aprender alemão sem decorar (e por que funciona)

Input auditivo: ouvir antes de falar como parte essencial do processo

Para Birkenbihl, ouvir é o coração do aprendizado natural.
Ela repetia em seminários:
“Se você não ouviu o suficiente, você não pode falar. O cérebro precisa de material.”

É por isso que ela defendia semanas — às vezes meses — de exposição auditiva antes da produção oral.

Isso não tem nada a ver com “decorar áudio”.
É absorver o som do alemão até que ele deixe de soar estrangeiro.

Por que o cérebro precisa de audição repetida

Em Kommunikologie, Birkenbihl explica que o cérebro precisa criar “pistas auditivas” (auditive Spuren).
Quanto mais você ouve:

• mais rápido reconhece palavras
• mais natural fica o ritmo da fala
• mais fácil se torna reproduzir sons difíceis

Ou seja, a fluência começa no ouvido, não na boca.

Hoje a neurociência confirma isso:
exposição auditiva regular cria conexões de reconhecimento muito antes da fala.

Como escolher materiais de áudio eficientes

Birkenbihl recomendava:
• diálogos simples
• histórias curtas
• vídeos do cotidiano
• entrevistas lentas
• trechos repetidos

Ela falava muito sobre evitar conteúdos “difíceis demais”, porque isso desmotiva e quebra o processo.

Para o dia a dia na Alemanha, você pode usar:
• vídeos de serviços públicos (Bürgeramt, Arzt, Schule)
• podcasts lentos (DW Deutsch Lernen)
• diálogos de livros didáticos
• vídeos infantis
• trechos de séries legendadas em alemão

Quanto tempo ouvir por dia e como manter consistência

Birkenbihl recomendava 10 a 20 minutos diários, não mais.
O segredo não é quantidade, mas exposição constante.

Uma ideia simples (e muito usada por brasileiros):
• 10 minutos no carro
• 5 minutos lavando louça
• 5 minutos antes de dormir

Ela dizia:
“Faça menos, mas faça sempre.”

A etapa da ativação: como transformar conhecimento passivo em fala natural

Depois da decodificação e da audição, o cérebro já tem estrutura e som.
Agora vem a ativação — a hora de colocar o alemão para fora, sem pressão e sem perfeccionismo.

Birkenbihl chamava esta fase de Aktivierung e explicava que ela deve começar somente depois que o aluno já absorveu material suficiente. Antes disso, falar é pura frustração.

O papel da repetição ativa e do shadowing

Birkenbihl defendia um tipo de repetição ativa muito parecida com o shadowing leve:

  1. Ouça o áudio.
  2. Repita junto sem tentar ser perfeito.
  3. Deixe a boca se acostumar ao som.
  4. Continue mesmo que pareça estranho.

Ela dizia:
“A boca aprende com o ouvido, não com regras.”

Esse processo elimina a rigidez e cria fluência muscular — algo essencial no alemão, que exige sons que não existem no português.

Como ativar palavras e frases sem decorar listas

Nada de listas de vocabulário.
Na ativação, você utiliza:

• suas frases decodificadas
• seus áudios preferidos
• expressões que ouviu no mercado, correio, escola
• palavras que já fazem parte do seu cotidiano

A ativação acontece naturalmente quando você usa frases que já entende porque:

• já decodificou
• já ouviu
• já reconhece

Ou seja, você passa do passivo para o ativo sem esforço.

Exercícios práticos para usar sozinho em casa

Alguns exercícios recomendados pela própria Birkenbihl:

1. Repetição em eco
Repita as frases 1 ou 2 segundos depois do áudio.

2. Fala fragmentada
Fale pedaços dos diálogos, não frases inteiras.

3. Mini sombras
Sussurre junto com o áudio, sem pressionar.

4. Reprodução espontânea
Fale frases que você ouviu durante o dia, sem olhar para nada.

Birkenbihl sempre repetia que o objetivo não é perfeição:
“Seja caótico agora para ser fluente depois.”

H2. Por que o método Birkenbihl funciona tão bem para brasileiros

O método Birkenbihl se encaixa de forma quase perfeita no perfil de brasileiros que chegam à Alemanha. Isso porque ele resolve justamente os pontos onde a maioria trava: medo de errar, excesso de tradução, dificuldade em reter vocabulário e insegurança para falar. Birkenbihl dizia que “a aprendizagem só floresce quando o aluno não está sob ataque”. E isso traduz exatamente o que muitos brasileiros sentem em cursos tradicionais: pressão, vergonha e autocobrança.

Com a decodificação, o áudio constante e a ativação leve, o aluno entra no idioma com curiosidade, não com tensão. E quando o sistema nervoso está tranquilo, o cérebro aprende muito melhor.

O português e o alemão: distâncias e aproximações

Birkenbihl sempre alertava que aprender uma língua distante é como “montar um quebra-cabeça novo”. O português e o alemão têm estruturas quase opostas em vários pontos:
• ordem da frase
• gênero das palavras
• casos
• verbos no final
• compostos longos

A decodificação suaviza esse choque inicial porque mostra como o alemão se organiza, permitindo que o aluno aceite as diferenças em vez de lutar contra elas.

Como a decodificação evita a “tradução palavra por palavra”

Brasileiros tendem a traduzir tudo. É automático.
E Birkenbihl dizia que isso é um “vício mental” criado pela escola.
Com a decodificação, o aluno passa de:
❌ “Como digo isso em alemão?”
para
✔ “Como o alemão organiza esse pensamento?”
Essa pequena mudança gera fluência mais rápida e natural.

O impacto emocional: estudar sem pressão

Birkenbihl afirmava que a emoção é parte central do aprendizado.
Se o aluno se sente:
• pressionado
• observado
• comparado
• corrigido o tempo todo

ele bloqueia.

O método reduz essa carga emocional negativa porque o aprendizado é:
• silencioso no início
• individual
• sem cobrança de falar antes da hora
• natural
• baseado em pequenas vitórias

Para brasileiros que chegam à Alemanha cheios de demandas (trabalho, filhos, documentos, adaptação), isso faz toda a diferença.

Comparações: Birkenbihl x métodos tradicionais de ensino de alemão

O método Birkenbihl não é uma crítica à escola ou aos cursos formais. Ela mesma dizia que “a escola poderia se transformar usando ferramentas melhores”. A questão é que o alemão ensinado de forma tradicional costuma seguir um caminho que não respeita como o cérebro aprende linguagem naturalmente.

Enquanto isso, o método Birkenbihl se concentra no processo interno — aquilo que acontece dentro da cabeça do aprendiz antes de ele abrir a boca.

Gramática tradicional: onde ajuda e onde atrapalha

Birkenbihl não era “contra gramática”. Ela dizia:
“A gramática é útil — depois que você entende a língua por dentro.”

Ou seja:
✔ Depois de ouvir muito
✔ Depois de decodificar muitas frases
✔ Depois de absorver padrões
… a gramática passa a fazer sentido.

O que atrapalha é colocá-la na frente, como se fosse um obstáculo inicial.

Métodos de repetição mecânica: o que falta neles

Repetição mecânica e flashcards ajudam na memorização curta, mas não criam fluência real porque faltam três ingredientes:
• contexto
• compreensão profunda
• ligação emocional

Por isso tantos brasileiros decoram verbos mas travam ao falar.

Birkenbihl dizia que a repetição mecânica “cria ilusão de progresso, mas não transfere para a vida real”.

Como integrar Birkenbihl com cursos formais e aulas presenciais

O melhor estudo é sempre o estudo híbrido.
Birkenbihl recomendava usar seu método como base e complementar com:
• cursos de integração
• aulas de conversação
• exercícios de escrita
• leitura guiada
• encontros presenciais

Ou seja, o método não substitui tudo — ele prepara o terreno.
Quando o aluno chega às aulas já com:
• estrutura internalizada
• padrões reconhecidos
• vocabulário passivo forte
… a aula flui muito melhor.

O método Birkenbihl explicado para brasileiros - como aprender alemão sem decorar (e por que funciona)

Como aplicar o método Birkenbihl no dia a dia morando na Alemanha

Um dos grandes trunfos do método é que ele não exige tempo extra, apenas consistência. É perfeito para brasileiros que trabalham, têm filhos, estudam e ainda precisam lidar com a burocracia alemã. Birkenbihl acreditava que “pequenos minutos diários valem mais do que horas concentradas uma vez por semana”.

Sugestões simples para quem trabalha e tem pouco tempo

Você pode aplicar as três etapas (decodificação + áudio + ativação) em momentos curtos:

• 5 minutos no ônibus ouvindo um diálogo
• 5 minutos na pausa do trabalho decodificando uma frase
• 5 minutos à noite fazendo repetição leve

Birkenbihl defendia fortemente essa microprática:
“Faça pouco, mas faça sempre.”

Como usar diálogos reais do cotidiano para treinar

Tudo o que você vive na Alemanha vira material:
• conversas no mercado
• diálogos no Kita
• frases do médico
• avisos no Rathaus
• e-mails da escola
• placas de transporte
• panfletos do Bürgeramt

Pegue frases reais, decodifique, ouça e ative.
É o estudo mais útil possível.

Um mini-plano de estudos de 20 minutos por dia

Aqui está um plano inspirado diretamente nos modelos que Birkenbihl mostrava em seminários:

5 minutos — Decodificação
Escolha 2 ou 3 frases e decodifique.

10 minutos — Audição repetida
Ouça o mesmo trecho várias vezes enquanto faz algo leve.

5 minutos — Ativação leve
Repita em voz baixa, faça shadowing leve, tente lembrar frases.

Simples, sem pressão, sem culpa — e extremamente eficaz.

Exemplos práticos de decodificação para brasileiros (A1, A2 e B1)

Agora vem a parte mais prática do método: colocar a mão na massa.
Como dizia Birkenbihl, “não existe aprendizado sem jogo”.
E a decodificação é justamente isso: um jogo de desmontar frases para ver como elas funcionam por dentro. Quanto mais você pratica, mais natural o alemão se torna — sem esforço, sem decorar e sem aquela dor de cabeça que muitos associam à língua alemã.

Aqui estão exemplos reais divididos por níveis.
Use-os como base para criar seu próprio caderno Birkenbihl.

Decodificações para situações do dia a dia (A1)

Wo ist die Toilette?
onde | está | o banheiro

Ich möchte ein Wasser, bitte.
eu | gostaria | uma água | por favor

Ich komme aus Brasilien.
eu | venho | da | Brasil

Wie viel kostet das?
quanto | custa | isso?

Essas frases simples já mostram padrões importantes: ordem direta, verbo na segunda posição, uso de artigos.

Decodificações para interações reais da vida na Alemanha (A2)

Ich muss morgen früh arbeiten.
eu | devo | amanhã | cedo | trabalhar

Kann ich einen Termin vereinbaren?
posso | eu | um horário | marcar

Mein Sohn geht in die dritte Klasse.
meu filho | vai | na | terceira série

Ich habe meinen Pass vergessen.
eu | tenho / (esqueci) | meu passaporte | esquecido

Aqui o aluno já começa a ver verbos modais, estruturas mais longas e a lógica dos complementos.

Decodificações para rotinas mais complexas (B1)

Ich würde gerne wissen, welche Unterlagen ich einreichen muss.
eu | gostaria | saber | quais documentos | eu | entregar devo

Wenn Sie möchten, kann ich Ihnen später eine E-Mail schicken.
se | você | quiser, | posso | eu | a você | mais tarde | um e-mail | enviar

Obwohl ich müde war, habe ich das Meeting nicht verpasst.
embora | eu | cansado fosse, | tenho eu | a reunião | não | perdido

Essas frases revelam pronomes, conectores, inversões — tudo o que assusta no alemão, mas que deixa de assustar quando é decodificado.

Limitações do método: quando Birkenbihl não é suficiente sozinho

O método Birkenbihl é poderoso, natural e extremamente eficiente para criar compreensão profunda e diminuir bloqueios emocionais. Mas, como a própria Vera dizia, nenhum método é completo por si só. Ele precisa ser parte de um conjunto maior, especialmente quando falamos de alemão para a vida real na Alemanha — trabalho, estudo, provas, documentos.

Aqui estão as limitações mais importantes que o leitor brasileiro precisa saber.

A necessidade de produção oral real

O método deixa a boca pronta para falar — mas não substitui interação humana.
Nenhum áudio pode ensinar:

• interrupções naturais
• sotaques regionais
• conversas espontâneas
• turnos de fala
• hesitações
• linguagem corporal

Por isso, depois de um bom período de absorção, é essencial:

• fazer conversação
• participar de grupos
• ter encontros de idioma
• conversar com vizinhos e colegas

É a prática real que fecha o ciclo.

Quando a gramática formal se torna necessária

Birkenbihl diria:
“A gramática explica o que o ouvido já compreendeu.”

Ou seja, ela não deve vir primeiro — mas também não deve ser ignorada.
Em níveis A2/B1, o aluno precisa entender:

• como funcionam os casos
• como identificar verbos separáveis
• como usar tempos verbais
• como construir frases mais longas

A gramática é como um mapa: ajuda quando você já conhece o terreno.

Como combinar o método com leitura e escrita estruturada

Para viver na Alemanha, é inevitável ter contato com:

• e-mails do Kita
• avisos oficiais
• formulários
• mensagens do médico
• relatórios da escola
• documentos do trabalho

A leitura estruturada — mesmo que simples — precisa ser treinada.

A recomendação ideal é:

  1. Começar decodificando pequenos textos.
  2. Ouvir versões em áudio (se existirem).
  3. Reescrever frases que você entendeu.

Ou seja, Birkenbihl é o inicio, não o fim.
Ele abre as portas; o resto das práticas mantém você dentro da casa.

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Referências

BIRKENBIHL, Vera F. Kommunikologie: Wege zur Verständigung. München: mvg Verlag, 2001. Disponível em: https://www.birkenbihl-institut.de Acesso em: 21 nov. 2025.

BIRKENBIHL, Vera F. Stroh im Kopf? Gehirn-gerechtes Arbeiten und Lernen. München: mvg Verlag, 1996.

BIRKENBIHL, Vera F. Sprachenlernen leicht gemacht. Seminário disponível no canal oficial Birkenbihl Institut. YouTube, 2010. Disponível em: https://www.youtube.com/@birkenbihlinstitut  Acesso em: 21 nov. 2025.

BIRKENBIHL-INSTITUT. Gehirn-gerechtes Lernen nach Vera F. Birkenbihl. Disponível em: https://www.birkenbihl-institut.de  Acesso em: 21 nov. 2025.

DEUTSCHE WELLE. Deutsch lernen – Materialien de áudio e vídeo para níveis A1–B1. Disponível em: https://www.dw.com/de/deutsch-lernen/s-2055. Acesso em: 21 nov. 2025.

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